“O Ataídes (pai) avisou sobre o problema por celular e depois perdemos contato. Quando realizávamos as buscas, avistamos o Leonardo (filho) em um banco de areia. Para quem passou tanto tempo na água foi um milagre terem sobrevivido”, ressaltou Olivério Fraga Júnior, 35, familiar dos náufragos.
Fraga contou que os pescadores estavam em estado de choque e mal conseguiam conversar. “Foi um alívio para todos familiares”, disse. Segundo ele, a família tem experiência em realizar pescas na região. “É uma viagem bastante comum entre Viamão e Palmares do Sul. São aproximadamente 80 quilômetros percorridos em cerca de seis horas”, explicou.
Confira as imagens do resgate:
Colete salva-vidas
Daurélio e Leonardo foram atendidos no Pronto-Atendimento do Hospital Moinhos de Vento, no bairro Restinga, e liberados poucas horas depois. Com quadro de hipotermia – queda acentuada da temperatura do corpo –, Ataídes foi transferido de helicóptero para o Hospital de Pronto Socorro (HPS).
O bombeiro Gerson Barth, mergulhador do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), destacou que o fato de os pescadores usarem coletes salva-vidas foi fundamental para a sobrevivência. Ele lembrou que a profundidade naquele ponto da Lagoa dos Patos fica entre 5 e 6 metros.
“É bastante raro os pescadores usarem equipamentos de segurança. A temperatura da Lagoa dos Patos estava baixa e a água bastante agitada. Sem o colete não teriam aguentado nadar ou mesmo boiar por tanto tempo. As condições eram piores que no mar”, avaliou.