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SOS Estradas: Moradores de Cerro Branco reclamam da RCS 481

Buracos ao longo de 13 quilômetros causam prejuízos a motoristas

Rodovia está em plano emergencial do Estado
Rodovia está em plano emergencial do Estado Foto : Bruno Pedry / Gazeta do Sul / CP
Principal acesso pavimentado a Cerro Branco, o trecho de 13 quilômetros da RSC 481 que liga a cidade com a RSC 287, em Novo Cabrais, é alvo de reclamações há pelo menos cinco anos dos moradores da região central do Estado. O asfalto está esburacado, e em muitos trechos os motoristas não conseguem desviar das crateras devido ao grande número de falhas. Além de ocasionar prejuízos, o trajeto representa riscos de acidentes. Em agosto, moradores chegaram a bloquear a pista em ambos os sentidos para pedir melhorias.

Conforme relatos da comunidade, não bastam operações tapa-buracos, e sim há necessidade de recapeamento da rodovia. Motoristas que transitam pelo local com frequência reclamam dos gastos com reparos constantes nos veículos, devido às condições precárias da RSC. A precariedade da 481 também prejudica o comércio e o turismo, pois a dificuldade de acesso faz com que muitas pessoas desistam de chegar até Cerro Branco.

O Daer, responsável pelo trecho, informa que a RSC 481 consta no decreto de emergência anunciado em outubro pelo Estado para restauração de rodovias e que a pavimentação do trecho deve ocorrer no próximo ano. No momento, a autarquia realiza a contratação da empresa que elaborará os projetos. O percurso integra a lista de rodovias com necessidade de intervenção mais urgentes, correspondentes a 388 quilômetros. Desses, existem 206 km considerados críticos. O investimento será de R$ 100 milhões nos 206 quilômetros.

A RSC 481 foi asfaltada em 1994. Desde então, segundo o Daer, não houve mais obras de grande porte no local, apenas operações tapa-buracos.

BR 471 recebe operação emergencial

O Dnit iniciou a primeira operação tapa-buraco no trecho da BR 471 entre Santa Cruz e Rio Pardo, um mês após assumir oficialmente o trecho. O objetivo da obra é evitar acidentes na via, que desde o fim de junho não recebe serviços básicos de manutenção, como recapeamento e roçada, depois que o Estado encerrou o contrato com a concessionária privada e o pedágio de Rio Pardo foi extinto.

O trabalho ocorre em caráter emergencial até que o Dnit encerre a licitação que definirá a empresa para os serviços de forma permanente nos próximos dois anos. A concorrência foi interrompida por falta de documentação das vencedoras. O Departamento providenciou o trabalho para amenizar a situação de pontos na localidade de Rincão Del Rey, em Rio Pardo, onde uma cratera deixou uma das pistas praticamente intransitável. O ponto recebeu nova camada de asfalto. Próximo ao trevo da cidade de Rio Pardo e no Distrito Industrial de Santa Cruz também há buracos que exigem atenção.

A empresa escolhida para a manutenção do trecho de 47 quilômetros deve manter equipes para trabalho diário. A ação inclui tapa-buracos, limpeza, pintura de placas e sinalização horizontal.


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