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STS evita prazo para normalizar circulação de ônibus

Gerente do consórcio espera garantia de segurança para coletivos deixarem as garagens

Oito linhas de ônibus da zona Sul deixaram de circular
Oito linhas de ônibus da zona Sul deixaram de circular Foto : Samuel Maciel
Após a decisão de interromper a circulação de oito linhas de ônibus na zona Sul de Porto Alegre, o Consórcio STS não estipula prazo para os veículos voltarem a circular na região. O gerente-executivo da empresa, Antônio Lovato, afirmou que por enquanto não há segurança para os coletivos saírem das garagens.

“O consórcio vai normalizar quando sentirmos que existe totais seguranças para voltar a circular. Hoje de manhã tivemos a garantia de que poderia circular, começamos a realizar as viagens e por volta das 9h tivemos que recolher porque todos eles passaram a sofrer ameaças”, declarou em entrevista à Rádio Guaíba.

“O pessoal de operação, motoristas, cobradores e fiscais, passaram a receber ameaças de alguns integrantes da comunidade com objetivo de colocar medo. Foi prudente a decisão de recolher os ônibus para a garagem”, seguiu.

De acordo com Lovato, não existe nenhuma reunião marcada com Brigada Militar (BM) e Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC) a fim de tentar resolver o problema. Ele afirmou que o consórcio está disposto a dialogar, mas que os ônibus só sairão às ruas quando a segurança estiver totalmente garantida.

“A gente sempre está aberto a discutir alternativas para que o nosso transporte coletivo possa voltar a circular normalmente. A hora que formos chamados pela EPTC e pela BM nós vamos atender. Não existe nada marcado, não fomos chamados para nada. Existe uma insegurança geral na região como um todo. Até o momento ninguém nos garantiu plenas condições para o funcionamento do transporte coletivo”, completou.

Sete ônibus da STS já foram incendiados nos últimos quatro anos. De acordo com Antônio Lovato, o prejuízo chega a R$ 5 milhões.

Mais cedo, o consórcio STS divulgou nota para explicar a decisão de interromper a circulação das linhas. Confira:

" • Ratificaremos junto à Brigada Militar e Polícia Civil um pedido de acompanhamento ostensivo dos seus efetivos aos coletivos que operam da região, conforme ofício encaminhado ao Comando da Brigada Militar com data de três de setembro de 2015;

• Encaminharemos junto à EPTC um pedido de estudo para implantação de sistema tronco-alimentador em algumas linhas da região da grande Vila Cruzeiro;

• Retiraremos de operação as linhas circunvizinhas da região sempre que a avaliada situação de risco à vida;

• Estudaremos ingressar com uma ação de REPARAÇÃO de danos junto ao Poder Judiciário solicitando ressarcimento dos prejuízos acumulados ao longo dos quatro anos."

A STS encerrou a nota se solidarizando aos rodoviários e à população da zona sul de Porto Alegre "por esta situação lamentável em que nos inserimos neste momento."