Conforme o comandante do Pelotão Ambiental da cidade, sargento Joel da Silva Souza, há informações de que outras sucuris foram vistas na região. Ele suspeita de que houvesse um casal, que se reproduziu. A sucuri é vivípara, com gestação de seis meses, e dá à luz de 20 a 40 filhotes.
Essa serpente não é nativa do Rio Grande do Sul, tendo ocorrência no Brasil desde a Amazônia até o Paraná. Uma das hipóteses apontadas pelo sargento Joel para a entrada de sucuris no Estado é em consequência de enchentes, pois as cheias dos rios facilitariam o seu deslocamento, já que elas passam a maior parte do seu tempo na água, onde atinge velocidades bem maiores que em terra. Outra possibilidade é o transporte feito por caminhoneiros, que viajam entre Estados. “Alguém pode ter trazido filhotes que cresceram e se reproduziram aqui”, disse.