Foram presos um auditor-fiscal e um servidor administrativo da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) e o diretor de uma empresa gaúcha especializada em segurança no trabalho. As prisões aconteceram diante da suspeita que um auditor, que não estava envolvido nos crimes, seria morto pela quadrilha. O esquema facilitaria o fim de embargos a obras por fiscais da SRTE, depois que a obra era vistoriada. As irregularidades levadas em conta para o embargo, reais ou falsas, seriam corrigidas pela empresa “amiga” da fiscalização.
Heron, segundo o presidente regional do PDT, Romildo Bolzan Jr, está tranquilo e garante não possuir nenhuma ligação com as práticas criminosas apontadas pela PF. “A decisão pelo afastamento foi da cúpula do partido, mas também do próprio Heron, que terá mais tempo para fazer sua defesa ante as acusações. Poderá ser uma saída momentânea, pois ele retornará ao seu posto assim que esclarecer os fatos”, afirmou Bolzan Jr.
Conforme o dirigente partidário, na reunião que definiu a saída do superintendente da SRTE, “ele demonstrou boa fé e desejo de clarear as coisas”, explicou. Bolzan Jr. revelou que Heron será substituído por Marco Antônio Balejo Canto, auditor-fiscal de carreira no Ministério do Trabalho e Emprego do RS e membro afiliado no PDT.