Pelas redes sociais o magistrado explicou que "alguns presos preventivos" foram liberados. "Pelos números já apurados é possível especular que o impacto do trabalho no efetivo carcerário do PCPA (Presídio Central de Porto Alegre) dificilmente ultrapassará o percentual de 2% (dois por cento)", comentou.
Em nota, a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) julgou desnecessário o mutirão. A entidade garante que os juízes responsáveis pela análise dos processos dos apenados do Central realizam um trabalho "de excelência".
Esta é a segunda vez em três anos que o Conselho Nacional de Justiça faz inspeção no sistema carcerário gaúcho. A escolha do Central decorreu do fato de a casa prisional ter sido alvo de representação à Organização dos Estados Americanos (OEA), "em razão das péssimas condições de aprisionamento e graves violações dos direitos" conforme nota da Ajuris. A representação à Comissão Interamericana de Direitos Humanos foi apresentada pelo Fórum da Questão Penitenciária, do qual faz parte a associação magistrados gaúchos.