“O documento venceu no dia 31 de agosto e, até o momento, não chegamos a um acordo. Nossa última reunião ocorreu na terça-feira, e foi mediada pelo Ministério do Trabalho de Novo Hamburgo”, afirma. Segundo Gatelli, a negociação já dura 45 dias e, até agora, os trabalhadores não estão satisfeitos com o que o sindicato patronal oferece. “Já que não temos acordo, os estabelecimento vão fechar nos feriados, como a lei prevê. Para os funcionários será ótimo, mais tempo para descansar e com a família. Ressaltamos apenas que a decisão não foi nossa, mas da patronal que não está propondo o que queremos”, explica.
Já o presidente do Sindigeneros, Juelcir Sazanim, acredita que haverá novo acordo afim de tentar reverter a situação até o próximo domingo, feriado de 7 de setembro. “Precisamos chegar a um acordo visando não prejudicar a população”, diz. Conforme ele, o revezamento dos funcionários e a vinculação do prêmio recebido pelos trabalhadores na folha salarial são algumas das questões divergentes.
Uma nova reunião entre as partes deve ocorrer ainda nesta sexta-feira. Caso não haja acordo até o final do ano entre os sindicatos, os estabelecimentos que atuam no comércio varejista de alimentos não poderão abrir nos seis feriados até o final do ano. São eles: 7 e 20 de setembro, 12 de outubro, 2 e 15 de novembro e 25 de dezembro.