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Suposto erro em lotérica de NH faz cair procura por bolões da Mega-Sena no Estado

Empresários reconhecem que, mesmo com segundo maior prêmio da história, gaúchos estão desconfiados

Na véspera do sorteio do segundo maior prêmio da história da Mega-Sena, agências lotéricas no Estado registram procura baixa por “bolões” de apostas. A queda, ainda não estimada em números, é reconhecida pelo Sindicato dos Empresários Lotéricos do Rio Grande do Sul. Conforme a entidade, o recurso teve a credibilidade afetada após uma lotérica de Novo Hamburgo supostamente errar no registro de um bolão e impedir que um grupo de gaúchos ficasse milionário.

Um dos diretores do Sindicato, Marco Antônio Kalikowski, garantiu que a procura, após o incidente, ficou dentro do esperado, mas admitiu a desconfiança de milhares de apostadores. “Era inevitável que a imagem do setor fosse afetada, mas orientamos os empresários a mostrar aos clientes que os bolões foram devidamente registrados”, afirmou. Segundo ele, apostadores “veteranos”, por outro lado, seguem fiéis à modalidade de aposta . “Houve uma infelicidade de uma funcionária em Novo Hamburgo, mas ficou provado que o bolão é a maneira mais fácil de ganhar o prêmio”.

Oficialmente, a Caixa Econômica Federal aponta que os bolões prontos são proibidos, mas os empresários lotéricos usam uma brecha jurídica ao estabelecer que o tipo de aposta é um serviço, e não um produto oferecido. Após o erro em Novo Hamburgo, vereadores do município, por exemplo, cobraram maior fiscalização da CEF. Hoje, a Caixa conta com 18 consultores para mais de 690 agências. A assessoria de imprensa da instituição informou que, devido ao incidente deste mês, o banco está em alerta redobrado, mas reconheceu que é impossível controlar todas as unidades.