O secretário estadual da Saúde, Ciro Simoni, integrou a mesa de debates, assim como representantes do Ministério Público, Conselho Nacional de Saúde, Ministério da Saúde, entre outros. Segundo ele, a pasta tem feito um trabalho de aproximação com gestores, prestadores de serviço e governo federal para que haja uma atuação conjunta. “A auditoria é fundamental para o Estado dar respostas adequadas à população”, afirmou.
A proposta apresentada pelo secretário municipal adjunto da Saúde de Porto Alegre, Marcelo Bósio, é de organização e eficiência nos processos internos articulados com os governos estadual e federal. “A nossa ideia é avançar de forma qualificada para integrar todos os setores e termos mais comunicação. Com isso, é possível um melhor serviço de Saúde.” O processo de informatização da secretaria servirá como forma de controle e também um meio para acompanhamento das demandas, de acordo com Bósio. “Até o final do ano, boa parte desse processo estará finalizada”, disse.
Representando o MPE, o coordenador do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos, Alceu Schoeller de Moraes, avaliou que o dia em que o Estado conseguir concluir um mapa da saúde pública será possível acompanhar o processo e as demandas de forma eficiente. “Poderemos ver com a clareza os problemas e coletar informações”, frisou.
Para o representante do Conselho Nacional de Saúde, Arnaldo Marcolino Silva Filho, que também integrou a mesa de debate, não se faz saúde pública no Brasil sem gestão. Por isso, a importância da organização do setor.
Na plateia, estavam servidores do SUS, conselheiros de Saúde e servidores do MPE e do Ministério da Saúde. Entre eles, um dos representantes do Setor de Auditoria do Rio Grande do Sul (Seaud-RS), José Altair, contou que o setor defende a lei orgânica da Saúde para a promoção, recuperação, e funcionamento dos serviços. “É preciso que tenha mais gestão nos municípios”, disse.
Porto Alegre volta à rota das discussões mundiais
A partir de amanhã, Porto Alegre e a região Metropolitana entram novamente no roteiro de um dos principais debates mundiais: o Fórum Social Mundial (FSM), que ocorreu na Capital em 2001, 2002, 2003, 2005 e 2010. A participação acontece por meio do Fórum Social Temático 2012 (FST 2012), que antecede o FSM de 2013, que também poderá ocorrer em Porto Alegre.
O Fórum Social Temático (FST) começa um dia antes do Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), que irá reunir 2,66 mil pessoas, 40 chefes de Estado e de Governo e 18 presidentes de bancos centrais. A crise europeia deve dominar boa parte dos debates, mas também será discutido um novo modelo para o capitalismo. O encontro será aberto pela chanceler alemã, Ângela Merkel. A presidente Dilma Rousseff, inicialmente esperada, não irá, pois estará no FST.