A decisão, assinada pela juíza federal Tânia Regina Marangoni, tem abrangência nacional, e foi concedida com base na "exaustiva comprovação de que o medicamento pode beneficiar o tratamento do AVC, salvando milhares de vidas". A ação civil pública com pedido de liminar foi protocolada na Justiça Federal em agosto do ano passado pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias.
Ele baseou-se em dados fornecidos pela ONG Associação Rede Brasil AVC, que mostram que o AVC é o maior causador de mortes no País e a principal causa de incapacidade em todo o mundo."Cerca de 70% dos pacientes não retornam ao trabalho, mais de 50% ficam com sequelas graves e dependentes de outras pessoas para as atividades básicas da vida diária", informou a organização.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 100 mil pessoas morrem anualmente no Brasil vítimas de AVC. Desse total, 43 mil ocorrem na região sudeste, sendo cerca de 21 mil mortes anuais apenas no Estado de São Paulo.