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Suspeito de adulterar leite é preso por porte ilegal de arma

Empresário possuía uma pistola .32 registrada no nome de outra pessoa

MP aponta fraude de adulteração de leite no Noroeste do Estado
MP aponta fraude de adulteração de leite no Noroeste do Estado Foto : Felipe Dorneles / Especial / CP
O empresário Airton Jacó Reidel, suspeito de integrar uma fraude de adulteração de leite no Noroeste do Estado, foi preso nessa manhã desta quinta-feira por porte ilegal de arma de fogo. O homem, de 31 anos, possuía em casa uma pistola Taurus .32 registrada no nome de outra pessoa. Além disso, ele não possui porte para o armamento.

• Falta de regulamentação no transporte contribui com fraude, diz MP


Preso em flagrante, Reidel presta depoimento no início desta tarde na Delegacia de Três de Maio. A descoberta foi acidental, uma vez que o Ministério Público (MP) investiga o empresário por misturar água oxigenada ao leite vencido a fim de recolocá-lo no mercado. Também se investiga a utilização de soda cáustica e bicarbonato de sódio na fraude.

Segundo o MP, a transportadora Reidel & Dias Ltda. recolhia leite em Três de Maio e entregava na indústria Bom Gosto, em Giruá. O MP chegou até a empresa em razão do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em função de fraudes identificadas anteriormente – em que a indústria de Giruá se comprometeu a informar quando fosse encontrado leite adulterado. Em três análises foram identificadas adulterações.

Para o promotor de Justiça Especializada Criminal, Mauro Lucio da Cunha Rockenbach, que coordenou a operação Leite Compensado III, a falta de regulamentação no transporte do leite tem contribuído para que aconteçam fraudes envolvendo o produto. “É uma situação que depende de uma regulamentação e isso deve partir do Ministério da Agricultura. Não sei por que não foram tomadas providências em relação a essa atividade. Há muito tempo o Ministério Público solicita que sejam previstos deveres, obrigações e sanções para esse tipo de atividade. Não sei por qual razão não se toma essa providência. Nós estranhamos essa demora para tomar providência de uma atividade importante na cadeia de leite”, declarou o promotor.

Já o delegado do Ministério da Agricultura no Estado, Francisco Signor, discorda de Mauro Rockenbach e diz que não há necessidade de regulamentação. Signor afirma que foi aumentado o controle sobre o leite nas indústrias e ressaltou que o Ministério Público sempre é avisado quando alguma adulteração é identificada.

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