“Ele não esboçou qualquer reação, mas deixou claro que não falaria a respeito dos fatos. Na delegacia ele manteve esse posicionamento. O Caio não admitiu, não negou nada disso. É um direito legar apenas falar em juízo e nós temos que respeitar”, disse o delegado.
A polícia contou com a ajuda do advogado para Caio Silva de Souza para realizar a prisão. O jovem deixou o Rio de Janeiro na segunda-feira com destino a cidade de Ipu, no Ceará. Em contato por telefone com seu cliente, o advogado convenceu o jovem a se entregar. O delegado Maurício Luciano disse que o rapaz estava muito nervoso quando foi encontrado no hotel em Feira de Santana. “Ele estava claramente assustado. Entraram no hotel, em um quarto pequeno, eu, a namorada e o advogado. Conversei e expliquei que ele teria todos os seus direitos garantidos”, afirmou.
O Chefe de Polícia do Rio de Janeiro, Fernando Veloso, afirmou que são investigadas os aliciamentos de jovens que participam de manifestações por milícias, as ressaltou que elas não têm relação com a investigação do caso da morte do cinegrafista Santiago Ilídio Andrade.