O terminal aéreo da Capital emprega cerca de 500 aeroportuários, incluindo o pessoal do balcão de informações, das áreas de embarque e desembarque, segurança e balizamento de aeronaves. A mobilização iniciou à meia-noite dessa quinta-feira. Os aeroportuários exigem reajuste salarial de 16%, manutenção do acordo coletivo, aumento real de 9,5% e melhorias em benefícios, como auxílio-creche.
De acordo com a Infraero, apenas seis dos 63 aeroportos do País foram efetivamente atingidos pela paralisação - Galeão (RJ), Congonhas (SP), Vitória (ES), Recife (PE), Fortaleza (CE) e Salvador (BA). Em nota oficial, a empresa disse que um plano de contingenciamento, que inclui remanejamento de empregados e reforço de equipes em horários de maior movimento, garantiu os serviços essenciais e a operacionalidade dos terminais. O Sina, no entanto, informou que a adesão ao movimento chegou a 70% dos funcionários em todo o País.
Caso a decisão do TST seja descumprida, o Sindicato Nacional dos Empregados em Empresas Administradoras de Aeroportos (Sina) terá de pagar multa diária de R$ 50 mil. Uma audiência de conciliação foi marcada para a próxima terça-feira, 6 de agosto, na sede do TST em Brasília.
Aeronautas se reúnem com direção da TAM em SP
O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) se reúne na manhã desta quinta-feira com a direção da TAM em São Paulo para tratar do plano de demissão na empresa. A companhia aérea pretende cortar cerca de mil postos de trabalho, de pilotos, co-pilotos e comissários de bordo. O SNA tenta negociar para reduzir o número de demissões.
As líderes do setor aéreo brasileiro adotaram, desde o ano passado, uma postura conservadora, que prevê corte de voos não rentáveis, revisão de planos de expansão de frota e enxugamento das equipes, após anos de crescimento. A estratégia visa reverter os prejuízos acumulados recentemente.
Com informações da Agência Estado