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A nota esclarece que a operação ficará suspensa até o surgimento de novos indícios da localização da embarcação, que possui seus dados mantidos em Aviso ao Navegantes. O veleiro com quatro tripulantes desapareceu em 26 de agosto após ficar à deriva.
A embarcação argentina - de 12,5 metros - seguia de Bueno Aires, na Argentina, para o Rio de Janeiro. O primeiro contato com o Serviço de Busca e Salvamento (SALVAMAR SUL) foi realizado às 13h30min de 26 de agosto, quando o veleiro encontrava-se à deriva a aproximadamente 130 milhas à leste do município do Rio Grande.
Logo após o pedido de socorro, a Marinha do Brasil (MB) acionou o Rebocador de Alto Mar “Tritão”, que encontrava-se em Itajaí (SC), para se deslocar para a área. Da mesma forma, o navio mercante “Selje”, de bandeira da Noruega, também foi acionado por se encontrar mais próximo à área. Às 23h50min do dia 26, o “Selje” localizou o veleiro “Tunante II”, no entanto não foi possível realizar o resgate dos tripulantes devido as más condições metereológicas. Na ocasião, as ondas na área chegavam a 8 metros de altura, com velocidade do vento de aproximadamente 90 Km/h e com rajadas de 140 Km/h.
Às 4h de quarta-feira, 27 de agosto, o navio mercante avistou pela última vez a embarcação argentina. Ainda no dia 27, a Marinha solicitou o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), para realização de buscas aéreas ao veleiro argentino. A FAB incorporou as buscas com duas aeronaves de esclarecimento e patrulha (um P-95 e um P-3) que possuem sensores apropriados para realizar buscas, inclusive, durante o período noturno.
No dia 29 de agosto, a Corveta “Rosales”, da Armada de Argentina incorporou às buscas junto ao Rebocador de Alto Mar “Tritão” e as aeronaves da FAB. O navio argentino estava em deslocamento para Itajaí-SC, onde participaria de uma operação combinada com as Marinhas do Brasil, da África do Sul, da Argentina e do Uruguai (Operação ATLASUR-X). Com a presença dos navios de guerra das Marinhas do Brasil e Armada da Argentina, o navio mercante “Selje”, de bandeira da Noruega, foi liberado para seguir viagem. Ainda na tarde do dia 29, foram avistados pela aeronave que realizava buscas no local, alguns objetos à aproximadamente 330 milhas da costa gaúcha. Os objetos foram recolhidos pelos navios da Marinha brasileira e da Armada argentina, porém não apresentavam indícios que confirmassem pertencer ao veleiro argentino.
No dia 31 de agosto, o SALVAMAR SUL incorporou às buscas a Fragata Rademaker, da Marinha do Brasil, bem como a Corveta Gomez Roca e uma aeronave de patrulha P-3, da Armada da Argentina. Os dois navios substituíram o Rebocador de Alto Mar “Tritão”, que retornou para Rio Grande, e a Corveta Rosales, que seguiu para Itajaí por aspectos logísticos e necessidade de reabastecimento.
No dia 5 de setembro, a FAB disponibilizou mais uma aeronave de esclarecimento (um SC-105), às já em operação, para auxiliar nas buscas à embarcação argentina.
No dia 9 de setembro, o Navio Veleiro “Libertad”, da Armada Argentina, partindo do Rio de Janeiro, incorporou as buscas durante seu trânsito para a Argentina. Da mesma forma, a Fragata “Rosales”, após cumprir sua participação na Operação ATLASUR-X, retomou as buscas a partir do dia 11 de setembro.
Durante esse incidente, a Marinha do Brasil, a Força Aérea Brasileira, a Armada da Argentina e diversas instituições realizaram um grande esforço de busca e salvamento, empregando meios navais e aéreos coordenados pelo Serviço de Salvamento e Resgate (SAR) do Com5ºDN. Diariamente foram mantidos navios e aeronaves realizando buscas ininterruptas, divulgados avisos-rádio para todos os navegantes com as informações referentes ao veleiro, além da publicação atualizada na página do Centro de Hidrografia da Marinha do Brasil, na internet, dentre outros.