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Técnica que aplicou medicação errada responderá por lesão corporal culposa

Profissional injetou óleo mineral na veia de menino com leucemia na Santa Casa da Capital

Técnica em enfermagem não quis falar com a imprensa
Técnica em enfermagem não quis falar com a imprensa Foto : Pedro Revillion
Uma técnica em enfermagem do Complexo Hospitalar Santa Casa de Misericórdia pode receber condenação por lesão corporal culposa, com pena de dois meses a um ano, além de ser afastada do trabalho, após aplicar de maneira errada uma medicação. De acordo com a titular adjunta da 17ª Delegacia de Polícia (DP), delegada Shana Luft Hartz, em depoimento prestado na manhã desta quinta-feira, a profissional da área da saúde confessou ter injetado óleo mineral na veia de uma criança em tratamento para leucemia para regular o funcionamento intestinal, enquanto o recomendado é a aplicação oral.

“Familiares e a equipe médica também prestaram depoimento explicando o equívoco e registrando a indignação. Aguardamos o restabelecimento do garoto, no entanto é preciso que a mãe represente contra a técnica. Ela responderá por lesão corporal culposa”, enfatizou Shana, ao destacar que tão logo a técnica percebeu o engano, chamou médicos da Unidade de Tratramento Intensivo (UTI) para prestar socorro ao paciente.

A mãe da criança, Vanessa Miranda, de 25 anos, explicou que o filho já tinha ficado 38 dias internado na instituição, onde passou por quimioterapia. Na semana passada voltou ao hospital para a segunda fase do tratamento, tendo o medicamento sido ministrado de maneira incorreta na manhã dessa quarta-feira. “Vamos ao Conselho Regional de Enfermagem para pedir que ela perca o registro profissional. Erros como esses não podem se repetir. Quem trabalha nesta área não pode se descuidar, pois é possível que custe uma vida”, argumentou, enquanto cuidava do garoto, que segue internado na UTI. “Ele não merecia isso. O câncer já faz o guri sofrer tanto. Graças a Deus o pior não ocorreu”, comentou.

De acordo com boletim médico divulgado hoje pela Santa Casa de Misericórdia, o estado de saúde do menino é estável, mas o paciente permanecerá por pelo menos mais 48 horas internado na UTI para monitoramento da evolução clínica. A técnica em enfermagem pode ser afastada do trabalho para responder ao inquérito.

Questionada sobre a posição da empresa quanto à postura da funcionária neste caso, a assessoria de imprensa da instituição se manifestou através de nota: “Quanto às providências a serem tomadas com a técnica em
enfermagem, funcionária da Santa Casa, a direção executiva entende que é de caráter interno”. Após prestar depoimento à polícia, que durou mais de uma hora, a profissional optou por não se manifestar à imprensa.

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