Os técnico-administrativos em Educação fecharam a Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), no Centro de Porto Alegre na manhã desta quarta-feira. Eles estão em greve desde maio. A classe rejeitou a proposta de reajuste apresentada pelo governo federal: 21,3% de aumento nos próximos quatro anos, divididos em 5,5% em 2016, 5% em 2017, 4,75% em 2018, e 4,5% em 2019.
“Isso é ridículo”, observou a coordenadora da Assufrgs, Bernadete Menezes. Ela disse que a categoria quer o percentual final em duas vezes. A entidade também critica os cortes da União e pede para que a Ufrgs especifique onde ocorrerá o controle de gastos na instituição.
O ato estava previsto no calendário nacional de greve. A ideia é chamar atenção para a pauta de reivindicações, que inclui melhorias na política de gestão da instituição, manutenção da creche e política de segurança, saúde e meio ambiente. Na próxima semana, deve ocorrer uma caravana em Brasília para pressionar o governo federal.
Em função da Reitoria da Ufrgs ter amanhecido fechada, os alunos não puderam utilizar a biblioteca central. Os funcionários dos setores administrativos não puderam entrar no prédio os serviços ficaram parados. Bernadete informou que, depois de negociação com a Ufrgs, a coordenação de greve permitiu a entrada de sete servidores para fazerem o pagamento de bolsas e de terceirizados, além de outras operações.
Técnico-administrativos fecham reitoria da Ufrgs em protesto
Em greve desde maio, classe rejeitou proposta de reajuste apresentada pelo governo federal