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Técnico-administrativos fecham reitoria da Ufrgs em protesto

Em greve desde maio, classe rejeitou proposta de reajuste apresentada pelo governo federal

Ato estava previsto no calendário nacional de greve
Ato estava previsto no calendário nacional de greve Foto : Samuel Maciel
Os técnico-administrativos em Educação fecharam a Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), no Centro de Porto Alegre na manhã desta quarta-feira. Eles estão em greve desde maio. A classe rejeitou a proposta de reajuste apresentada pelo governo federal: 21,3% de aumento nos próximos quatro anos, divididos em 5,5% em 2016, 5% em 2017, 4,75% em 2018, e 4,5% em 2019.

“Isso é ridículo”, observou a coordenadora da Assufrgs, Bernadete Menezes. Ela disse que a categoria quer o percentual final em duas vezes. A entidade também critica os cortes da União e pede para que a Ufrgs especifique onde ocorrerá o controle de gastos na instituição.

O ato estava previsto no calendário nacional de greve. A ideia é chamar atenção para a pauta de reivindicações, que inclui melhorias na política de gestão da instituição, manutenção da creche e política de segurança, saúde e meio ambiente. Na próxima semana, deve ocorrer uma caravana em Brasília para pressionar o governo federal.

Em função da Reitoria da Ufrgs ter amanhecido fechada, os alunos não puderam utilizar a biblioteca central. Os funcionários dos setores administrativos não puderam entrar no prédio os serviços ficaram parados. Bernadete informou que, depois de negociação com a Ufrgs, a coordenação de greve permitiu a entrada de sete servidores para fazerem o pagamento de bolsas e de terceirizados, além de outras operações.