Segundo Marilina Bercini, relatórios sobre os pacientes já foram feitos, mas com o apoio dos técnicos a ideia é entender melhor o comportamento da doença no Estado. Ela acredita que esses dados deverão servir de base para futuras estratégias de prevenção, não descartando a provável ampliação nos grupos de risco que deverão ser imunizados.
Com o número de vacinas compradas pelo governo federal limitado, o Ministério da Saúde tem disponibilizado pontualmente novas doses. A maioria são sobras de campanhas realizadas em outros estados. De acordo com o Ministério da Saúde, a campanha de vacinação de 2012 atingiu cobertura acima de 80% no país, sendo considerada uma das mais altas do mundo.
Com o aumento no número de mortes na região Sul (os três estados - Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina - contabilizam 108 vítimas), o Ministério da Saúde passou a acompanhar de perto a circulação viral. Os três estados já contabilizam 1,6 mil casos da doença. Segundo levantamento feito em Santa Catarina, por exemplo, eles constataram que a metade dos óbitos foi decorrente do início tardio do tratamento. Também apuraram que a maioria das vítimas tinha “comorbidades” - doenças associadas, como cardiopatias, obesidade e diabetes.