De acordo com o presidente da Afocefe Sindicato, Guilherme Campos, desde 2001 não é realizado um concurso publico para técnicos do Tesouro. Além disso, ele destacou que o setor está atuando com menos de 50% do efetivo em todo o Estado. “Hoje, temos 960 técnicos em atividade, sendo 160 em condições de aposentadoria, quando o necessário seria, no mínimo, mais 300 profissionais de imediato para suprir as carências”, declarou.
Em relação ao fechamento de postos fiscais, o presidente explicou que a medida serve para atender a falta de pessoal em determinados locais, gerando prejuízos diretos e indiretos para o Estado, entre eles, a sonegação de impostos e a rota de fuga para produtos ilegais. Segundo ele, num posto como o de Vacaria, trabalham apenas quatro técnicos, com turno de 12 horas, para atender a uma demanda de 4 mil caminhões diários.
Grupo entrega reivindicações no Piratini
Após a assembleia, os profissionais realizaram um ato público em frente ao Palácio Piratini. Lá foi entregue um documento contendo as principais reivindicações do grupo à assessora da Casa Civil, Ariane Leitão. O documento deverá ser encaminhado à Secretaria Estadual de Administração.
Por meio de assessoria, a Sefaz explicou que está investindo fortemente em tecnologia e treinamento de pessoal na área do trânsito de mercadorias para enfrentar modernizar o sistema, uma vez que alguns postos já estão atuando com nota fiscal eletrônica. Informou ainda que esta investindo nos postos fiscais estratégicos e também nas turmas volantes – veículos lotados com servidores que circulam pelas estradas em vez de ficarem parados em um ponto só – com o objetivo de tornar a fiscalização mais seletiva e inteligente.