Conforme Ilha, com a chegada da primavera o processo de recomposição da vegetação tende a acelerar. Ele explica que a grande parte atingida era de banhado. A altura média das gramíneas, que chega normalmente a 3 metros, hoje, já é de 1,5 metro.
“Em termos de área, toda a extensão da mancha está 100% verde, o que ocorre é que a altura e densidade da vegetação ainda não chegaram ao ideal, mas a estimativa é de que 50% da mata tenha sido recuperada. Provavelmente, em setembro e outubro haja uma 'explosão de crescimento' e, com a chegada do verão, a gente tenha a área recuperada”, explicou.
Após o incêndio, uma equipe de biólogos da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) foi montada para acompanhar a retomada da vida natural na região. Em setembro, um novo relatório esmiuçando o crescimento deve ser emitido pelo grupo. Henrique Ilha avalia que a fauna da região foi levemente afetada e que apenas um pequeno percentual de animais invertebrados morreu na tragédia. Animais de grande porte, segundo ele, conseguiram escapar das chamas.
O impacto do desastre ambiental foi ainda mais destrutivo que o incêndio registrado em 2008, quando o fogo consumiu 4,8 mil hectares da reserva, que fica entre Rio Grande e Santa Vitória do Palmar, no Extremo Sul do Estado. As evidências apontaram que o incêndio ocorrido entre os dias 26 de março a 3 de abril foi provocado por um raio.