A cerimônia ocorreu em frente ao Palácio e chamou atenção do público que circulava pela região. Muitos pararam para acompanhar a cerimônia, que teve entre as atrações os cavalarianos e a Banda da Brigada Militar. Foi tocado o Hino Nacional e o Hino do Rio Grande do Sul.
O presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Erival Bertolini, destacou os festejos como uma forma de relembrar o passado de luta e as razões que levaram à Revolução Farroupilha. Disse que as comemorações são uma forma de alimentar a alma e também de promover reflexões sobre acontecimentos cotidianos. “Festejamos, mas estamos atentos à corrupção, bem como aos exageros de impostos cobrados dos cidadãos e que não retornam à população”, salientou. O patrono da Semana Farroupilha, Alcy Cheuiche, ressaltou a importância do movimento nascido no Estado e destacou a data como sendo a mais importante do País. Ele presenteou o governador Tarso Genro com o primeiro exemplar do livro Sabor da Terra.
Para o governador, o evento impunha na memória o brilho, a coragem da Revolução Farroupilha. “É o reflexo mais autêntico das luzes do iluminismo transformador das grandes revoluções em outros países”, salientou, ao acrescentar que o Rio Grande do Sul deve servir de exemplo às forças políticas no combate à corrupção.
Após a cerimônia no Palácio, os tradicionalistas atravessaram a rua e se dirigiram à Assembleia para o mesmo ato. Na sequência, foram ao Paço Municipal, onde o presidente do MTG e o prefeito José Fortunati acenderam o candeeiro do município. O percurso seguiu para o monumento a Bento Gonçalves, na avenida João Pessoa, e ao monumento dos Maçons Imperiais e Republicanos, nas esquinas das avenidas Azenha e João Pessoa, onde se iniciou a Revolução Farroupilha. O roteiro incluiu também a Câmara Municipal, antes do retorno ao Acampamento Farroupilha, no Parque Harmonia.
A chama crioula foi acesa em Taquara, dia 20 de agosto, dando início aos festejos Farroupilhas. O símbolo percorreu o Estado até chegar a Capital e receber uma centelha da Chama da Pátrica, no dia 7 de setembro. Após o ato a chama foi levada ao acampamento.
Grupo levou a chama ao Palácio e à prefeitura e depois seguiu para o Parque Harmonia. / Foto: Bruno Alencastro