Tarso recomendou aos agentes que pensem bem antes de iniciar uma greve; pois, segundo ele, entrar unido é fácil, mas sair com vitória é mais difícil. "É preciso saber dar um passo concreto para obter vitória e não desperdiçar vitórias em cima de propostas que todos sabem que são inatingíveis", decretou. O governador também anunciou que cerca de 300 candidatos aprovados no concurso para seleção de escrivães e inspetores da Polícia Civil – que não haviam sido chamados por falta de vaga – serão convocados.
O presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Policia Civil gaúcha (Ugeirm-Sindicato), Isaac Ortiz, disse que não é prática do sindicato queimar pneus e fazer ameaça de bomba – numa referência aos protestos dos policiais militares no Estado. Ele ressaltou, porém, o direito de fazer pressão com as possibilidades que a categoria tem.
O secretário de Segurança do Estado, Airton Michels, contou que já há um calendário definido e que as negociações estão andando. Ele acredita que, até o final do mês, seja possível fazer um acordo com os policiais civis gaúchos. Michels afirmou que o governo deseja diminuir as distâncias salariais, mas não é possível falar em verticalidade formal, pois têm que ser levadas em conta as possibilidades reais.
A expectativa é de que a proposta seja apresentada com o retorno do chefe da Casa Civil, Carlos Pestana Neto, que volta de férias dia 23. Caso a categoria não aceite o acordo, há possibilidade de que a assembleia geral, marcada para 7 de março, resulte em greve.
Os policiais querem a mesma tabela oferecida aos delegados, com os mesmos prazos, a fim de equiparar o abismo salarial de 300% entre o agente em início de carreira e um delegado de primeira classe. Ortiz salientou que as exigências dos delegados foram atendidas plenamente e que, portanto, as dos policiais também devem ser, já que trabalham mais e ganham menos.
Nesta terça-feira, os agentes iniciaram operação-padrão em todas as delegacias do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) no Estado, a fim de pressionar o cumprimento das demandas.