"Em nenhum momento rompemos qualquer negociação com o Cpers. Somos um governo que encara com absoluta naturalidade os movimentos sociais e dos servidores", argumentou Tarso, enquanto participava da comemoração dos 174 anos da Brigada Militar. "Desde que se mantenham dentro das regras da Constituição e dentro da lei", acrescentou o governador.
Ele salientou que, antes da administração estadual responder à situação, é preciso analisar a "proporção da greve" e esperar propostas concretas do Cpers. A principal preocupação é quanto ao prejuízo que alunos do terceiro ano, provavelmente aptos a prestar vestibular, que ficam sem aulas na reta final do ano letivo.
Durante o encontro do Cpers, as manifestações em defesa do início da greve no próximo ano letivo eram bastante vaiadas. O indicativo já havia sido aprovado por 29 dos 42 núcleos regionais do Cpers/Sindicato. Depois da decisão pela greve, outros pontos da categoria foram votados na assembleia, sob coordenação da presidente, Rejane de Oliveira.
Com o fim do encontro, os professores caminharam em direção ao Palácio Piratini, na Praça da Matriz. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) chegou a bloquear a avenida Borges de Medeiros para a passagem dos manifestantes, mas pouco depois das 18h já autorizava o tráfego de veículos. Em frente à sede do governo, os representantes da categoria gritaram palavras de ordem e repetiram reivindicações.