Agricultores definiram, em reunião com a Casa Civil, o calendário do processo, que inicia já este ano. Cerca de 500 integrantes do movimento, segundo levantamento do próprio MST, estão acampados desde cedo na Fazenda Coqueiros, em Coqueiros do Sul, e outros 500 fazem vigília em frente à sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Porto Alegre.
O fim dos protestos dependia do acordo com o governo do Estado, mas os manifestantes não informaram se pretendem sair do local hoje. A expectativa era de que o protesto em Coqueiros do Sul só terminasse amanhã. Tarso negou que tenha feito apelos para que o MST deixasse a fazenda e enfatizou que a Brigada Militar deve cumprir a ordem judicial, mas evitando confrontos. “É preciso manter a ordem, mas com tranquilidade, respeito aos direitos e à Constituição”, afirmou.
Segundo o agricultor Cedenir de Oliveira, do MST, a proposta está aquém do desejado, mas já representou um avanço. “Mostra que o governo tem minimamente um compromisso com a questão da Reforma Agrária”, destacou. Segundo ele, as primeiras famílias a serem assentadas devem ser as que moram na Fazenda Palermo. Elas irão para uma área que está sendo desapropriada no município de Santa Margarida do Sul, na Fronteira Oeste.