Tarso convocou uma reunião de emergência, para esta manhã, com o secretário de Segurança, Airton Michels, e o chefe da Polícia Civil do Estado, Ranolfo Vieira Júnior, para tratar da sucessão de erros que culminou na morte de duas pessoas. O governador quer a "apuração total dos fatos".
Tarso declarou que é preciso descobrir “por que isso ocorreu, o que esses policiais estavam fazendo aqui, por que não avisaram a nossa polícia, e a partir daí investigar toda a cadeia de problemas que decorreram dessa questão”. “Aqui não é terra de ninguém. As pessoas não podem entrar ilegalmente, fazer operações clandestinas, não avisar as nossas autoridades e ainda mais proporcionar essas tragédias que ocorreram que culminaram com a morte de uma pessoa que estava seqüestrada”, disse o governador.
O secretário de segurança também foi a Cachoerinha prestar homenagens. Michels destacou o comportamento "excepcional" de Ariel da Silva e declarou não acreditar na versão dos policiais civis pelas evidências do local. "Até por verificarmos que uma pessoa numa moto, com as mãos ocupadas, sendo destro, dificilmente teria a possibilidade de fazer essa abordagem", contestou o secretário.
Desde a madrugada, familiares e amigos acompanham a cerimônia no Cemitério Memorial Parque da Colina. O policial militar atuava há 21 anos na Brigada Militar. Natural de Porto Alegre, o sargento deixa mulher e uma filha de de 16 anos.
Tarso vai a velório de sargento morto por policiais do Paraná / Foto: Bruno Alencastro
Entenda o caso
O 1º sargento do serviço de inteligência da Brigada Militar Ariel da Silva foi atingido por cinco disparos de fuzil por volta da 1h30min dessa quarta-feira, em Gravataí. O policial militar estava de folga quando teria trocado tiros com policiais civis do Paraná. Os agentes, que teriam permissão para atuar na cidade, teriam dito que pensaram se tratar de um assalto. De acordo com nota oficial do Departamento da Polícia Civil do Paraná, uma equipe do Grupo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) foi deslocada ao Rio Grande do Sul para investigar uma quadrilha que praticaria extorsão mediante sequestro.
Durante a tarde, um homem morreu em ação conjunta da Polícia Civil do Paraná e polícias Civil e Militar do Estado. Agentes invadiram o cativeiro onde eram mantidos dois empresários reféns – um sobrado amarelo na rua Doutor Luiz Bastos do Prado, atrás da Câmara de Vereadores de Gravataí. As circunstâncias da morte de Lírio Perscht, de 50 anos, não estão claras. A vítima foi baleada durante um tiroteio no cativeiro em que era mantida.