Houve a abertura de ruas e a construção de um parque de skate, resultando em intenso fluxo de veículos e na presença de muitas pessoas, especialmente nos fins de semana. “Esse movimento agrava o problema, pois, durante o trajeto, as tartarugas podem ser atropeladas ou ainda sofrer interferência humana nas suas atividades biológicas”, explica.
O projeto começou em setembro e é realizado por quatro biólogos e três acadêmicos de Biologia da Ufrgs. Conforme Denise, já houve 12 monitoramentos na lagoa, onde foram capturados, marcados e medidos 15 répteis, 14 deles da espécie tigre-d’água e um cágado-preto, além da marcação de três pontos de desovas. A bióloga explica que é feita a verificação de medidas e da massa, com fita métrica e balança. Também são usados GPS, para registrar o ponto de captura ou presença de desova, e câmera fotográfica. Os animais são identificados quanto à espécie e ao sexo. Cada um recebe marcação no casco para posterior estimativa do tamanho populacional.
O monitoramento ocorre três vezes por semana, das 7h30min às 11h, horário de maior atividade dos répteis. A pesquisa visa conhecer as espécies e identificar os hábitats ocupados e o período reprodutivo, além de alertar sobre a importância da conservação da fauna. Algumas formas de proteção já ocorrem, como a colocação de placas, identificando a área de desova e a necessidade de redução de velocidade. Segundo Denise, a próxima medida é a construção de duas passagens de animais, uma delas subterrânea, que poderão reduzir casos de atropelamentos de anfíbios, répteirs e mamíferos.
O projeto foi divulgado nas escolas municipais, com palestra, sessão de vídeo e atividades lúdicas. Também já teve início o agendamento de visitas à lagoa por estudantes e comunidade. Para 2013, serão confeccionados banners e placa educativa.