do Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema) em agosto deste ano. A soltura ocorreu no balneário Cassino, em Rio Grande, na região Sul do Estado.
Os animais foram tratados no Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram) do Museu Oceanográfico da Furg e são da espécie verde e juvenis. Assim como outros nove que ficarão no Cram, foram encontrados com condição corporal debilitada, condizente à situação de saída do processo de hibernação: magros, desidratados e apresentando cracas, algas e hidrozoários no corpo.
Conforme a bióloga Aryse Martins, do Cram, o desenvolvimento na reabilitação e a forma como chegaram ao local mostram que os animais realmente tinham acordado da hibernação. No Cram, receberam hidratação, alimentação e medicamentos, além de terem sido submetidos a exames clínicos e laboratoriais. “As tartarugas passaram por exames de pré-liberação e apresentam todos os pré-requisitos para serem reconduzidas ao mar”, ressaltou.
Os monitoramentos feitos por técnicos do Núcleo fazem parte do Projeto Tartarugas no Mar e ocorreram na beira
da praia, no trecho entre a Barra da Lagoa do Peixe e o Chuí. O projeto foi iniciado pelo Nema em agosto e tem como meta principal reduzir a mortalidade das tartarugas marinhas causada pela captura incidental na pesca no Sul do Brasil, a partir de ações integradas de pesquisa, gestão e envolvimento comunitário.