Em relação às outras capitais, Porto Alegre tem a segunda menor taxa de desemprego, ficando atrás apenas de Belo Horizonte, que registra 7,7%. A economista e supervisora da PED da região Metropolitana de Porto Alegre pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), Dulce Helena Vergara, afirmou que a situação da Capital gaúcha é considerada satisfatória. “É, no mínimo, confortável”, afirmou. Dulce avaliou que a tendência é de que no segundo semestre haja uma redução gradativa da taxa – comum nesta época do ano. Segundo a pesquisa, vagas foram fechadas no setor de indústria de transformação, com menos 2 mil postos de trabalho. A abertura de vagas ocorreu principalmente nas áreas de construção civil (3 mil), comércio (5 mil) e serviços domésticos (4 mil).
Os rendimentos também tiveram elevação em junho. Em Porto Alegre, a variação foi de 0,9% no caso dos ocupados (representando R$ 1.413,00), e de 0,5% aos assalariados (R$ 1.378,00). A economista também destacou a elevação no número de empregos formais, por meio da carteira assinada. Segundo ela, esta é uma tendência que já vem sendo acompanhada desde o ano passado e deverá continuar assim nos próximos meses. Considerando os últimos 12 meses, o nível de ocupação aumentou no conjunto das regiões metropolitanas em 2,6%. Porto Alegre ficou acima da média, com crescimento de 4,5%.