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Taxa de desemprego fica estável na Região Metropolitana de Porto Alegre

Capital registrou segundo menor índice no País

A taxa de desemprego no mês de junho manteve-se estável nas sete capitais e regiões metropolitanas incluídas na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED). No conjunto das capitais pesquisadas (Salvador, Distrito Federal, São Paulo, Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte e Fortaleza), o índice passou de 10,9% para 11% e o número estimado de desempregados é de 2.427 milhões – 17 mil a mais do que em maio. Em Porto Alegre também foi registrada a mesma estabilidade. A taxa de desemprego teve leve elevação, passando de 7,7% para 7,8%. Ao todo, houve aumento de três mil no número de desempregados, que passou de 157 mil para 160 mil.

Em relação às outras capitais, Porto Alegre tem a segunda menor taxa de desemprego, ficando atrás apenas de Belo Horizonte, que registra 7,7%. A economista e supervisora da PED da região Metropolitana de Porto Alegre pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), Dulce Helena Vergara, afirmou que a situação da Capital gaúcha é considerada satisfatória. “É, no mínimo, confortável”, afirmou. Dulce avaliou que a tendência é de que no segundo semestre haja uma redução gradativa da taxa – comum nesta época do ano. Segundo a pesquisa, vagas foram fechadas no setor de indústria de transformação, com menos 2 mil postos de trabalho. A abertura de vagas ocorreu principalmente nas áreas de construção civil (3 mil), comércio (5 mil) e serviços domésticos (4 mil).

Os rendimentos também tiveram elevação em junho. Em Porto Alegre, a variação foi de 0,9% no caso dos ocupados (representando R$ 1.413,00), e de 0,5% aos assalariados (R$ 1.378,00). A economista também destacou a elevação no número de empregos formais, por meio da carteira assinada. Segundo ela, esta é uma tendência que já vem sendo acompanhada desde o ano passado e deverá continuar assim nos próximos meses. Considerando os últimos 12 meses, o nível de ocupação aumentou no conjunto das regiões metropolitanas em 2,6%. Porto Alegre ficou acima da média, com crescimento de 4,5%.


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