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Taxista suspeito de traficar drogas é suspenso pela EPTC

Homem foi preso em Porto Alegre com 25 porções de cocaína escondidas sob banco do veículo

Taxista suspeito de traficar drogas é suspenso pela EPTC
Taxista suspeito de traficar drogas é suspenso pela EPTC Foto : Denarc / Divulgação / CP
*Com informações da repórter Fernanda Pugliero 

O taxista preso como suspeito de traficar drogas na noite dessa quinta-feira foi suspenso preventivamente pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). A informação foi divulgada na manhã desta sexta-feira pelo órgão. De acordo com a EPTC, um processo administrativo será aberto e, conforme a decisão, o homem, de 29 anos, poderá perder a licença para dirigir um táxi.  

O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, revelou o número de motoristas que perderam a autorização para dirigir táxis desde a implantação do Consulta Integrada. "Desde que começamos a fazer o levantamento da ficha criminal dos taxistas em janeiro, 73 taxistas perderam a autorização para conduzir veículos na cidade, por terem problemas no sistema", disse.  

O presidente do Sindicato dos Taxistas (Sintáxi), Luiz Nozari, afirmou nesta sexta que é fundamental que a população saiba diferenciar os motoristas dos marginais. "Infelizmente, o serviço de táxi proporciona esse tipo de delito, mas a gente tem que diferenciar. Ele estava usando a nossa credibilidade para cometer um crime", disse em entrevista ao site do Correio do Povo. 

Para Nozari, mesmo com o cerco da EPTC sobre os motoristas de táxi, o sindicato já trabalha para promover uma espécie de "Ficha Limpa" nos condutores. "Nós estamos trabalhando muito para evitar que este tipo de coisa aconteça. A nossa luta é para que os permissionários também colaborem conosco. Eles precisam entender que também são responsáveis por quem eles colocam nos seus táxis. O prejuízo que causa à categoria é enorme porque depois disso, todos os taxistas passam a ser encarados como suspeitos", lamentou.  

O motorista detido foi pego em flagrante pela Polícia Civil, na rua Duque de Caxias, com 25 porções de cocaína escondidas sob seu banco no veículo. Conforme o delegado Guilherme Calderipe, o taxista vinha sendo monitorado há 30 dias. Ele usaria o próprio táxi para realizar entregas de droga e foi detido durante uma negociação na área central.