Um protesto reunindo 22 taxistas que trabalham nos 11 táxis dos dois pontos da Lomba do Pinheiro marcou a manhã deste sábado, em Porto Alegre. Uma ação proposta pelo Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi), e aceita pelo Tribunal de Justiça, poderá fazer com que eles não exerçam mais a profissão dentro da Capital. Através de cartazes, os trabalhadores protestaram na parada 21 da avenida João de Oliveira Remião contra a decisão do Tribunal de Justiça que alegou ser inconstitucional a lei municipal de 2004 que determinava a inclusão dentro da frota da Capital. Antes os profissionais pertenciam à área de Viamão. Alguns deles trabalham no local há 35 anos.
Até 2004, os taxistas trabalhavam na Lomba do Pinheiro licenciados por Viamão. Porém, a partir daquele ano, por determinação da lei municipal de Porto Alegre, eles se tornaram licenciados pela Capital. Desde então, se adaptaram às regras da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Mesmo aceitando a sindicalização do grupo, o Sintáxi nunca aprovou a lei. Segundo o presidente do Sindicato, Luiz Nozari, se a situação continuasse, poderia abrir precedentes para taxistas de outros municípios ingressarem na Capital. O taxista Vilmar Ross diz que os táxis não poderão retornar à Viamão porque seus pontos já foram extintos. Ele relata que a região necessita do serviço, pois há mais de 100 mil habitantes na Lomba do Pinheiro.
Dez taxistas ingressaram na Justiça com um mandado de segurança por violação de direito de subsistência. Cabe agora à prefeitura, por meio da Procuradoria Geral do Município (PGM), tomar a decisão final sobre os profissionais da Lomba do Pinheiro.
Taxistas protestam para poder seguir trabalhando na Lomba do Pinheiro
Trabalhadores correm o risco de perder os pontos do bairro onde estão há 35 anos