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TCE explica inspeção nos ônibus na Câmara

Auditor salientou que algumas empresas têm lucro acima do permitido

Auditor salientou que algumas empresas têm lucro acima do permitido
Auditor salientou que algumas empresas têm lucro acima do permitido Foto : Desirée Ferreira / CMPA / CP
Técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) explicaram nesta quinta-feira na Câmara Municipal de Porto Alegre o relatório da Inspeção Especial feita no transporte coletivo por ônibus da Capital. Segundo Gerson Luiz Souza da Fonseca, supervisor da auditoria do TCE, o processo é complexo e levou quase dois anos para ser concluído. O auditor-público externo do TCE, Airton Roberto Reden, apresentou detalhes sobre estudos feitos a partir de solicitação do Ministério Público de Contas.

“Foram 12 volumes e 4 mil páginas”, informou Reden. A intenção foi verificar a consonância dos cálculos tarifários e por que o reajuste ocorreu em percentual superior à inflação. “O MPC também solicitou uma avaliação da Câmara de Compensação Tarifária, o detalhamento de todos os itens da planilha e uma análise da margem de lucro das empresas, entre outros pontos”, disse.

Quanto à acessibilidade, o índice é de 60% (era 20% em 2004); o Índice de Passageiros por Quilômetro é de 1,89 (2,81 em 2004); 330 mil usuários (31,88%) circulam por dia na Capital sem pagar tarifa. Sobre o ar-condicionado, a média gira em torno de 22% da frota, desde 2004. Reden destacou que o custo da tarifa é influenciado pelas gratuidades e pela queda no número de usuários. O gasto com pessoal consome 45% da tarifa de R$ 2,80; com tributos, 5%. A margem de lucro das empresas é de 8%: “Algumas têm lucro bem acima disso”, disse o auditor.

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