Além de questionar a maior participação da Carris no novo modelo de transporte coletivo de Porto Alegre, o Tribunal de Contas do Estado quer esclarecimentos sobre a composição do valor da tarifa. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) não apresentou a planilha de custos que permite se chegar ao valor para andar de ônibus, explicou o relator Pedro Figueiredo. Para ele, ausência prejudica investidores. “Cria uma insegurança jurídica… que não é bom pra ninguém”, disse.
• EPTC divulga nota explicando edital do transporte público da Capital
• ATP afirma que novo edital inviabilizará transporte em Porto Alegre
• TCE pede explicações sobre possível aumento da tarifa provocado pelo edital do transporte coletivo
O primeiro questionamento se refere à maior participação da Carris na segunda licitação. O conselheiro sustenta que como o custo de operação da estatal é mais alto, o valor da tarifa fica mais caro. Segundo do diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, não vai haver alteração na tarifa, nem para mais nem para menos, com a participação da empresa ligada ao município. Ele explicou que houve uma adequação inserindo no sistema a real participação da Carris no transporte de passageiros em Porto Alegre.
O diretor entregou nesta segunda-feira à tarde ao TCE as explicações solicitadas pelo conselheiro. No dia 24 serão conhecidas as propostas das empresas interessadas na licitação do transporte coletivo de Porto Alegre. Figueiredo garantiu que a análise vai ser rápida, mas não estimou dada de apresentação. A ideia, explicou, é que não haja prejuízos para a data definida. “Até porque essa licitação já deveria ter saído”, avaliou.
TCE questiona mais um item na licitação do transporte coletivo da Capital
EPTC entregou documentos com explicações à Corte