Um relatório aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em 15 de julho, alertou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sobre o risco de um novo apagão elétrico, como o ocorrido em 2001. A recomendação foi encaminhada à Casa Civil para que o governo reforçasse a estrutura do Ministério de Minas e Energia, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
O TCU estimou em R$ 42,5 bilhões o custo do apagão enfrentado pelo país em 2001. O tribunal justificou, no relatório, a necessidade de fortalecer a Aneel em função de a mesma regular e fiscalizar um mercado que movimenta R$ 90 bilhões com a compra e venda de energia elétrica.
"Fica patente que decisões equivocadas dessa entidade podem gerar prejuízo à Nação muito superior à economia que se faz com o corte de despesas da agência", afirma o TCU. O documento defende a necessidade a Aneel ter pessoal bem remunerado, qualificado e em quantidade suficiente, bem como uma estrutura física e equipamentos adequados.
Por outro lado, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o Brasil passa hoje por um momento de sobreoferta de energia, por conta das fortes chuvas que caíram durante o inverno e da queda no consumo provocada pela crise financeira. Na terça-feira, os reservatórios das hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste, principal "pulmão" do setor elétrico, estavam com 68,8% de sua capacidade de armazenamento.
TCU diz que alertou Dilma sobre o risco de um novo apagão
Relatório, aprovado em julho, foi encaminhado à Casa Civil