Embora as duas UPAs tenham pouco tempo de funcionamento, o trabalho do TCU identificou que as unidades já apresentaram sinais de má conservação. As obras da de Porto Alegre, inauguradas em 2012 e que utilizaram R$ 4 ,2 milhões em verba federal, apresentaram projetos deficientes, o que pode ter contribuído para falhas no processo construtivo e gastos não previstos para a edificação. Além disso, também foram encontrados buracos no chão da área externa, que comprometem a circulação de veículos, como ambulâncias, por exemplo.
Ainda sobre a UPA 24h de Porto Alegre, o ministro Benjamin Zymler, relator do processo, destacou o descascamento da pintura, cantos de paredes danificados e rachaduras no piso interno, entre outros itens. Ele também salientou que a licitação do empreendimento foi realizada sem um projeto executivo especificando o material a ser usado.
Na UPA 24h de Novo Hamburgo foram encontrados problemas semelhantes, como fissuras nas fachadas e manchas na pintura das paredes externas. A fiscalização identificou precariedade na ventilação e iluminação do local.
A auditoria constatou, também, que as duas unidades descumprem os requisitos legais e técnicos de acessibilidade a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O TCU vai agora comunicar ao Ministério da Saúde e às prefeituras municipais os problemas identificados para que adotem as medidas necessárias para adequar as edificações.