Tecnologia e inovação de Israel podem contribuir com agronegócio, diz embaixador
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Tecnologia e inovação de Israel podem contribuir com agronegócio, diz embaixador

Yossi Avraham Shelley participou de debate em Porto Alegre

Por
Cláudio Isaías

Embaixador de Israel no Brasil, Yossi Avraham Shelley, participou do debate sobre “Ambiente de Inovação e as Oportunidades de Negócios entre o Rio Grande do Sul e Israel", no Hotel Sheraton, em Porto Alegre

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"Israel com a sua expertise em tecnologia e inovação pode contribuir no agronegócio brasileiro com projetos para melhorar ou reduzir os custos de mercado para os produtores que vendem milho, soja, café e carne. Temos uma grande competência em todo o mundo que o Brasil e o Rio Grande do Sul podem aproveitar". A  avaliação foi feita pelo Embaixador de Israel no Brasil, Yossi Avraham Shelley, que nesta quarta participou do debate sobre “Ambiente de Inovação e as Oportunidades de Negócios entre o Rio Grande do Sul e Israel", no Hotel Sheraton, em Porto Alegre, que faz parte parte do projeto Novos Horizontes. "O Brasil, por exemplo, pode utilizar drones ou satélites para detectar doenças no campo em uma área de 100 hectares ou aprender com Israel como reduzir custos com a irrigação e com fertilizantes", explicou. 

O evento, organizado pelo LIDE-RS e a a Federação Israelita do Rio Grande do Sul (Firs), contou com as participações do secretário estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia, Luiz da Cunha Lamb, do cônsul geral de Israel em São Paulo, Alon Lavi, e de empresários.

Shelley destacou que Israel desenvolveu sua liderança em negócios no mundo devido a três fatores. A necessidade de segurança e de ter um exército forte, como solução para os problemas no Oriente Médio. "Israel tornou-se uma potência militar", destacou. O segundo, em virtude de uma economia livre, onde o estado não interfere no empreendedorismo, culminando ainda com a segurança cibernética. O terceiro ponto de sucesso, segundo ele, está no fato de que o "governo facilita os negócios com muita competência, mas quem manda é a iniciativa privada”.

Sobre a aproximação do Brasil e Israel incentivado no governo do presidente da República, Jair Bolsonaro, o que causou um desconforto na relação com os países árabes que chegaram a acenar com eventuais embargos ou suspensões, Shelley afirmou que política e negócios não devem ser misturados. Segundo o Embaixador de Israel no Brasil, no caso do Rio Grande do Sul, o governo de Israel tem interesse em áreas do agronegócio, como carne e café. "Para um país ter sucesso é preciso deixar o mercado livre e Israel, como um país empreendedor, sempre está investindo em projetos que outros países não podem fazer como, por exemplo, a construção de satélites", destacou.

O presidente do LIDE-RS, Eduardo Fernandez, afirmou que Israel está entre os países que mais desenvolvem tecnologias, com impacto em diversos setores da economia mundial, e por isso a importância da aproximação com o Rio Grande do Sul. Fernandez informou que uma missão gaúcha formada por empresários e integrantes do governo estadual deverá visitar Israel no próximo ano.

O presidente da Firs, Sebastian Watenberg, destacou a importância de um acordo de cooperação entre Brasil/Israel “para que esta relação traga resultados também para o RS, que tanto precisa de investimentos”. O secretário Luiz Lamb afirmou que as maiores empresas que dominam o cenário econômico pertencem ao segmento da Tecnologia da Informação (TI). “Os ativos intelectuais são o grande valor da economia. O produto mais comercializado em Israel é o conhecimento”, destacou. Lamb disse que o Brasil precisa adotar um modelo com base tecnológica e conhecimento, dando continuidade como é o caso do Inova RS do governo do Estado.