O inseto mais comum em Porto Alegre é o Culex de cor marrom, conhecido como pernilongo, mas é o Aedes aegypti, transmissor da dengue, o que causa mais preocupação nesta época de verão. Assim como outros animais, ele se reproduz rapidamente no calor, por isso, a população deve adotar medidas de prevenção.
Ao longo de todo o ano, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) desenvolve ações de prevenção na Capital. Uma equipe de 140 agentes faz de 1,5 mil a 2 mil visitas domiciliares por dia para orientar a população sobre os locais propícios para o aparecimento de largas do Aedes aegypti. Eles investigam se há recipientes com água parada, que é o principal meio de reprodução do inseto. “Cerca de 60% dos criadouros são domiciliares”, disse Anderson Araújo de Lima. “Estamos muito atentos, porque o restante do país tem apresentado situações muito críticas de dengue.”
Quando é identificada a presença do mosquito da dengue adulto, é feita aplicação de inseticidas com aplicadores em áreas localizadas. “Nessa situação, o método tem se mostrado muito efetivo”, afirmou Lima. No ano passado, pelo menos, 11 casos foram identificados em Porto Alegre.
As pessoas que moram nas proximidades de cursos d'água, como arroios e valas, ficam mais expostas à presença dos insetos. O Culex, por exemplo, se reproduz em águas poluídas. No verão, os mosquitos passam do ovo à vida adulta mais rapidamente, em um período de sete a 12 dias. Eles podem viver por até 50 dias.