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Telefonia celular é campeã de reclamações do consumidor, diz ministério

Sistema nacional de informações contabiliza 78.604 demandas neste ano

De acordo com o Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), do Ministério da Justiça, que consolida dados de 24 Procons estaduais e 146 municipais, as empresas operadoras de telefonia celular foram as campeãs de reclamações no primeiro semestre deste ano.

Entre janeiro e junho, foram registradas 861.218 demandas. Dessas, 78.604 (9,13%) eram relativas às operadoras. O número supera o volume de reclamações contra operadoras de cartão de crédito, bancos e telefonia fixa, entre outros setores.

Segundo o Ministério da Justiça, as três principais reclamações são cobrança indevida/abusiva e dúvidas sobre cobrança/valor/reajuste (54,98% dos registros); rescisão e alteração unilateral dos contratos (11,28%); além de “serviço não fornecido e vícios de qualidade” (6,94%).

Entre as empresas, a Claro é a campeã de reclamações: 26.376 demandas nos Procons, ou 37,56% do total. Em segundo lugar fica a Vivo (15,19%); seguida pela TIM (14,55%) e pela OI (14,44%).

O superintendente de Serviços Privados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Bruno Ramos, se encontra na tarde desta quinta-feira com representantes da operadora Claro. Esta é a primeira reunião após a suspensão da venda de serviços da empresa em três estados – São Paulo, Sergipe e Santa Catarina.

Nessa quarta-feira, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou que fossem suspensas as vendas das operadoras TIM, Oi e Claro. Para voltar a oferecer os serviços, as operadoras terão que elaborar um plano de ação de investimento e de qualidade de serviços em 30 dias.

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