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Temperatura chega a 24,5°C em Porto Alegre após semana de frio

Depois de marcar 1,2°C na última segunda, hoje os termômetros não baixaram de 12,6°C na Capital

Casacos dão lugar a camisetas
Casacos dão lugar a camisetas Foto : Paulo Nunes
Depois de uma semana inteira com marcas negativas e geada em algumas regiões, o Estado registra, nesta segunda-feira, o terceiro dia consecutivo de temperaturas amenas. Há uma semana, a mínima chegou a 1,2ºC em Porto Alegre e, hoje, não passou de 12,6ºC. Pela tarde, o Metroclima registrou 24,5ºC na zona Norte.

Segundo a MetSul Meteorologia, a semana deve seguir essa tendência: as mínimas previstas são mais altas que as máximas de diversos dias da semana passada. A partir de amanhã, o Estado registra picos de calor, com as máximas beirando os 30°C em alguns pontos. No final da terça e na quarta, há risco de chuva forte e temporais em pontos isolados.

Transição

O fim de semana foi marcado pela transição da massa de ar gelado para a massa de ar quente tropical. O ar muito seco, contudo, ainda favoreceu noites frias: sábado teve marcas abaixo de zero pelo oitavo dia seguido e 1,9ºC no Sul da Capital. O domingo teve 0,5ºC na Serra e 5,1ºC em Porto Alegre. As tardes foram quentes, com máximas de 20ºC ou mais.

Cuidado com a saúde


Crédito: Paulo NunesAs mudanças extremas de temperatura e umidade constituem um desafio para a resistência do organismo e também podem ser uma porta aberta para as alergias e infecções respiratórias. É preciso tomar cuidado com a saúde. Segundo o chefe do serviço de Imunologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Luiz Fernando Jobim, tanto as moléstias de origem alérgica, quanto as infecções são facilitadas pela combinação da alternância de condição climática com o comportamento habitual das pessoas de recolherem-se em ambientes fechados durante o inverno. "O impacto das mudanças de temperatura fragiliza a saúde", explica.

O especialista lembra que, diante da suspeita de qualquer doença, deve-se procurar atendimento médico. No caso das moléstias respiratórias, deve haver um diagnóstico preciso e no caso específico das alergias, cuidado dobrado, pois um quadro alérgico agudo pode evoluir para um processo infeccioso e virar uma enfermidade crônica. Jobim afirma que a suscetibilidade a alergias é geneticamente determinada. Segundo ele, cerca de 20% da população mundial porta o gene que habilita a propensão a alergias. "A pessoa com suspeita de alergia precisa passar por teste que identifique a origem desse processo para proceder o tratamento adequado."

Algumas dicas, conforme ele, são: limpar casa com pano úmido e aspirador de pó, mantendo a pessoa alérgica fora do ambiente durante a limpeza; lavar roupa de cama com água quente toda semana; eliminar tapetes e cortinas; deixar animais fora da casa; dar preferência a travesseiro de espuma; não permitir que se fume na casa ou automóvel.

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