Uma tempestade de areia, associada a uma massa de ar frio, vento intenso e tempo seco, deixou diversos automóveis e residências na região metropolitana e noroeste da Argentina e parte de La Puna, na Bolívia, cobertos com uma fina camada de poeira na semana passada. O material era originário da Bolívia, trazido por um intenso vento associado a uma massa de ar frio. Misturada às nuvens, a poeira caiu junto com a chuva que atingiu a região da Argentina, Uruguai e Sul do Brasil no dia 19.
Meteorologistas chegaram a cogitar que o material pudesse ser do Saara transportado para o Caribe por correntes de vento. A hipótese, entretanto, foi descartada porque a poeira dificilmente alcançaria a parte meridional da América do Sul.
A areia chegou até Missiones, na fronteira com o Noroeste gaúcho e ao Uruguai. Mesmo sem relatos de que a poeira tivesse chegado ao Brasil, imagens de satélite do dia 19 apontam nuvens em tonalidade marrom sobre o Centro-Oeste do Rio Grande do Sul.
A alteração na composição do ar chegou a ser registrada por sensores a bordo de um satélite da NASA que monitora poluentes e níveis de aerossóis (partículas suspensas em meio a gás na atmosfera). É possível também que parte da areia transportada pelo vento a partir da Bolívia tenha alcançado o Oeste de Santa Catarina, parte do Oeste do Paraná e algumas áreas do Paraguai.
Tempestade de areia atinge países da América Latina
Imagens de satélite mostram que fenômeno raro chegou ao Rio Grande do Sul