As ruas do município, de pouco mais de 3 mil habitantes, ficaram interrompidas em função da queda de árvores e postes de luz. Pelo menos 600 casas ficaram sem fornecimento de energia elétrica até as 20h. Na zona rural, muitos pontos ainda continuam sem energia.
O único posto de saúde da cidade teve o telhado completamente destruído, o que resultou na interdição da unidade, que só deve reabrir na próxima semana. Até lá, os pacientes serão levados por ambulâncias do município para cidades vizinhas como Santiago ou Santa Maria.
A Defesa Civil precisou buscar lonas em Santiago, cidade a 60 quilômetros de distância, para entregar à população atingida pela tempestade da tarde desta quarta-feira. O coordenador Luís Henrique Lima garantiu que nenhuma família precisou ser deslocada para abrigos.
Já o prefeito Osvaldo Froner não poderá decretar situação de emergência pois a cidade já está neste estado devido à estiagem. O decreto precisa comprometer um percentual do Produto Interno Bruto (PIB), o que já ocorreu em razão das perdas na safra, que ultrapassam os R$ 100 milhões.