Na rua José do Patrocínio, a água chegava à porta dos carros e contêineres da coleta automatizada do lixo viraram. O conteúdo ficou espalhado pelas ruas. A doméstica Ladis Junges, 40 anos, não conseguia atravessar a José do Patrocínio para chegar ao trabalho. “Já avisei minha patroa que ela tem que esperar”, contou. Junto com ela, outros trabalhadores aguardavam embaixo de uma marquise a precipitação acalmar.
A rua João Pessoa, com a República, também estava intransitável. O mesmo acontecia na General Lima e Silva, próximo à Luiz Afonso, onde o trânsito ficou parado. Quem deixou o carro estacionado, não conseguia abrir a porta do veículo. Alguns automóveis chegaram a ser arrastados. As paradas de ônibus de diversos pontos ficaram lotadas pela manhã.
Grande volume de água nesta quarta-feira prejudicou o deslocamento das pessoas na Capital / Foto: Pedro RevillionA forte chuva deixou cerca de 60 mil clientes da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) sem luz no Estado. Do total, 57 mil pontos estavam na Região Metropolitana. O problema interferiu na sinalização de trânsito, já que inúmeros semáforos ficaram inoperantes. Somente na avenida Ipiranga, mais de dez equipamentos estavam sem sinal, segundo a EPTC.
Logo cedo, as irmãs Josimara e Josiele Gonçalves dividiam um guarda-chuvas na rua Santo Antônio, quase esquina com a Farrapos. Apesar de precisarem desviar das poças de água para chegar ao trabalho, ambas comemoravam a chegada da chuva. “Estava muito quente e a chuva serviu para refrescar”, comentou uma delas. O volume de água cobriu a pista e os condutores precisavam passar pela região com cuidado.
Na avenida Ipiranga com a Erico Veríssimo, a impressão que dava era de que o Arroio Dilúvio havia transbordado, tamanho era o volume de água na pista. A água no curso d'água quase alcançou a borda. Após as 9h30min, a chuva começou a diminuir e rapidamente as ruas foram sendo esvaziadas. No entanto, a João Pessoa, próximo ao Colégio Estadual Júlio de Castilhos, ainda tinha acúmulo de água próximo ao meio-dia.