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Terrorismo em Paris pode aumentar imigração para o Brasil

Rio Grande do Sul está empenhado em criar casa de acolhimento em Porto Alegre e no interior

Rio Grande do Sul está empenhado em criar casa de acolhimento em Porto Alegre e no interior
Rio Grande do Sul está empenhado em criar casa de acolhimento em Porto Alegre e no interior Foto : Guilherme Testa
Os ataques terroristas em Paris podem aumentar o número de imigrantes que procuram o Brasil como destino. A avaliação é do coordenador da Igualdade Étnica e Racial da Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos, Sérgio Nunes. “Nosso acolhimento é para todo o modelo de imigrante, independente da etnia. Acredito que eles chegarão com mais peso e haverá aumento”, destacou. Como o país é reconhecido como acolhedor, deve ser uma opção para pessoas com medo de sofrer intolerância. No mês passado, havia previsão da chegada de 3 mil sírios. Porém, apenas um número pequeno veio ao Rio Grande do Sul e não solicitou ajuda do governo. Por isso, o Executivo Estadual e o de Porto Alegre não puderam precisar quantos estão em território gaúcho.

Em função disso, o Estado está empenhado em criar uma casa de acolhimento em Porto Alegre e no interior. O secretário municipal de Direitos Humanos, Luciano Marcantônio, garantiu que as políticas de atendimento aos imigrantes serão mantidas.  “A decisão do Rio Grande do Sul, de Porto Alegre e do governo federal é de que receber esses imigrantes. A maioria vai para o Sudeste do Brasil”, informou o coordenador do Fórum Permanente de Mobilidade Humana, Elton Bozzetto.
 
Já o secretário da Justiça e dos Direitos Humanos, Cesar Faccioli, observou que ainda não existe avaliação do impacto dos atentados na França. “Estamos todos chocados e solidários. Os efeitos colaterais da tragédia são recrudescer o ódio e não se pode confundir imigrante com terrorista.”

Por causa da falta de informação, vários povos têm sido vítima de preconceito. “Quando um muçulmano faz alguma coisa, todo islâmico é atacado”, avaliou o técnico em informática Nader Anuar, 37 anos, que é membro da Comunidade Palestina. Na opinião dele, os atentados não agravaram a situação, que está sempre presente. Recentemente, ele precisou mudar de casa em Porto Alegre, porque vizinhos estavam ameaçando ele e sua família.