"Cansei. São muitas coisas, passei o mês inteiro fazendo várias obras e cada vez falta mais coisa para os bombeiros. Cansei e não quero mais", afirmou a dona do estabelecimento. Conforme ela, cerca de 60 funcionárias serão demitidas e centenas de frequentadores terão que procurar outro local para ir.
O estabelecimento funciona há 15 anos na Capital e Soraia disse que não pretende continuar no ramo, mas que não sabe o que fará no futuro. O coordenador de prevenção da Smurb, Paulo André Machado, explicou que no local foram encontrados problemas na parte elétrica, como fiação exposta, na central de gás, onde havia botijões além do permitido, e na medição da área, que é imprecisa. Segundo ele, a delimitação é necessária para apurar quantas pessoas cabem na casa e determinar quantas saídas de emergências deve possuir.
Além disso, ele relatou que o estabelecimento teria que se regularizar junto à prefeitura no prazo de um ano, pois a área é irregular. Assim seriam necessários trâmites como elaboração de projeto conforme o Plano Diretor, Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) e Habite-se.
O núcleo criado para agilizar a reabertura das 50 casas noturnas interditadas na cidade já realizou seis vistorias até o momento e outras estão sendo agendadas para esta semana. Após a verificação da Smurb e dos bombeiros, caso todos os requisitos de segurança tenham sido cumpridos, os proprietários deverão solicitar à Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) a autorização para reabertura.