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Total de casos suspeitos de dengue em Ijuí chega a 345

No País, casos aumentaram em mais de 100% nas primeiras seis semanas do ano

Foram notificados mais 71 casos de suspeita de dengue em Ijuí em 23 bairros e na zona rural. A Vigilância Epidemiológica do município de Ijuí divulgou novo boletim com informações sobre o surto da doença, nesta sexta-feira. O total de casos suspeitos chega a 345, segundo o documento. O Laboratório Central do Estado (Lacen) ainda não divulgou o resultado das últimas amostras coletadas sobre o tipo de dengue existente no município.

O Centro da cidade, os bairros Burtet, São Paulo e Thomé de Souza ainda são as áreas com maior número casos suspeitos registrados em Ijuí. Ainda conforme o boletim, pelo menos quatro pessoas receberam alta hospitalar nesta sexta-feira. As informações foram repassadas para a Secretaria Estadual de Saúde.

Um cronograma de atividades para o combate à dengue foi estabelecido para evitar que a transmissão se alastre. Nesta sexta-feira, ele inclui novamente a aplicação de fumacê através da caminhonete equipada, no final da tarde desta quinta-feira, no bairro Progresso, segundo a Vigilância Epidemiológica.

As atividades no Centro da cidade começam na região Sul, sendo finalizadas na parte Norte. A aplicação do fumacê será realizada todos os dias das 6h às 9h e das 17h às 19h e está incluída no primeiro ciclo de trabalhos. Esses horários se dão devido a melhor ação do inseticida, que precisa de temperaturas mais baixas para ser eficaz. A Vigilância informa ainda que estão sendo priorizados locais com maior número de focos do Aedes aegipty.

Casos de dengue crescem mais de 100% no País nas primeiras seis semanas do ano

Nas primeiras seis semanas deste ano, o número de casos de dengue cresceu mais de 100% em relação a 2009. Entre 1° de janeiro e 13 de fevereiro foram registrados 108.640 casos em todo País, contra 51.873 do ano passado. De acordo com o Ministério da Saúde, as chuvas e as altas temperaturas contribuem para o aumento de casos, já que facilitam a reprodução do mosquito Aedes aegypt. Outro fator que ajudou a elevar o número de casos é a recirculação da dengue do tipo 1, que teve mais intensidade no fim da década de 80, segundo o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Coelho.

“Quando você tem uma população que nunca foi exposta a determinado tipo de vírus, a chance de epidemia é muito grande. E temos uma parcela da população que não teve contato com esse vírus . São crianças e adultos jovens que nasceram após esse período em que houve maior circulação do tipo 1”, explicou Coelho. Foram registradas no período 21 mortes, contra 32 em 2009. Mas os números podem aumentar porque alguns óbitos ainda não foram confirmados como casos de dengue.