Não há previsão de retomada do tráfego ferroviário até a estação terminal Central do Brasil, no centro. Os trens chamados semidiretos (param em menos estações) circulam até a estação Engenho de Dentro, a 15 km do centro. Os paradores - pegam passageiros em todas as estações dos ramais - vão até São Francisco Xavier , a cerca de 8km do centro. Os trens dos ramais Saracuruna e Belford Roxo (ambos na Baixada Fluminense) seguem até a estação Triagem, a 12 km do centro.
Por causa da superlotação nas plataformas, o Metrô chegou a fechar as entradas das estações de Triagem e Pavuna, para evitar que as pessoas fossem empurradas sobre os trilhos.
A companhia informou, pelo Twitter, que, a partir das 6h, reforçou a quantidade de trens na linha 2, que atravessa os subúrbios e são alternativa bastante usada pelos passageiros que preferem não se arriscar no sempre problemático transporte ferroviário.
A concessionária Supervia informou que técnicos estão no local do desastre na tentativa de reparar o sistema energético da linha e normalizar a operação o mais rapidamente possível. O trem acidentado foi retirado dos trilhos cinco horas após o descarrilamento.
O secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório, esteve durante a manhã na estação São Francisco Xavier. Segundo ele, a frota de ônibus foi reforçada. Osório afirmou que a Supervia terá que restituir o dinheiro das passagens.
Passageiros revoltados xingaram o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, que também esteve no local. Ameaçado de agressão, Lopes teve que ser protegido por seguranças. Ele acaba de dizer que não há previsão de o sistema ferroviário ser restabelecido.
Agência reguladora dos transportes públicos, a Agetransp divulgou, em nota, que investiga o acidente. A Agetransp informou também que enviou uma equipe para o Centro de Controle Operacional da Supervia em busca de informações sobre o desastre.