O trânsito na BR-116 é lento, especialmente no sentido interior-Capital, devido ao desvio que está sendo realizado em função de obras no km 259,3 da rodovia, em frente à Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), entre Canoas e Esteio. O fluxo chega a apresentar cerca de quatro quilômetros de lentidão.
O trabalho de demolição do viaduto, que será substituído por uma estrutura metálica, já foi adiantado durante essa madrugada. Essa parte do serviço estava prevista para encerrar pela tarde deste sábado, mas já foi concluída antes do amanhecer. Segundo o chefe da primeira Delegacia da Polícia Rodoviária Federal, inspetor Afonso Willembring, mesmo que chova, as obras continuam até que seja finalizadas na madrugada de segunda-feira.
O trecho de quatro quilômetros no sentido interior-Capital está levando cerca de 20 minutos para ser percorrido, neste sábado, o que é considerado excelente, de acordo com Willembring. No entanto, o tempo de espera na rodovia deve durar aproximadamente três horas no domingo em função do término das férias de inverno e também do Gre-Nal.
Desvios
Para retornar à BR-116, é preciso ingressar à esquerda na via lateral do Viaduto do Boqueirão, em Canoas. Os motoristas podem entrar na RS-118 e optar por três rotas: seguir até a freeway, entrar na Estrada do Nazário para acessar a avenida Boqueirão e voltar à BR-116 ou ainda optar pela estrada Fernando Ritter, chegando à freeway por Cachoeirinha. Para trafegar no sentido Capital-Interior, é necessário acessar a avenida Presidente Getúlio Vargas (lateral da BR-116) e entrar na rotatória à esquerda, na direção da Refap, para voltar à rodovia.
Os desvios são orientados por patrulheiros nas proximidades do local de bloqueio. Agentes de trânsito de Esteio e Canoas – municípios por onde estão sendo feitos os desvios – estão em diversos pontos auxiliando os motoristas.
Erguido na década de 1960, o atual viaduto de concreto, de 800 toneladas, será substituído por uma estrutura metálica de 240 toneladas. Em cada uma das direções, o módulo contará com duas pistas de tráfego de 3,6 metros, acostamento externo de 2,5 metros e barreira lateral de proteção.
A técnica de engenharia empregada na substituição tem tecnologia americana é inédita no Estado. O investimento é de R$ 6,8 milhões. O Dnit descartou a construção de outro viaduto para não haver risco de interrupção do tráfego na rodovia por cerca de seis meses.
Samuel Vettori e Luciamem Winck
Trânsito na BR-116 está lento devido à substituição de viaduto em Canoas
Trabalho deve ser finalizado na madrugada de segunda-feira