O problema dificultou o trânsito no local e cavaletes do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) foram colocados tanto na Benjamin como na Dona Leopoldina. O dono de uma escola de educação infantil, que fica na via onde ocorreu o vazamento, Luiz Gustavo Santos, estava preocupado. “Temos um reservatório, mas ele tem um limite. Estamos conversando com os pais. Se faltar água, não poderemos receber as crianças”, disse. O gerente de uma loja de aparelhos de ginástica na rua Dom Pedro II começou a estocar água. “Isso dificulta o nosso trabalho”, afirmou Edivaldo Silveira.
Humaitá sofre com frequente falta d' água
Enquanto as obras no estádio Beira-Rio estão no foco das atenções do poder público, os moradores do entorno da Arena do Grêmio convivem com a frequente falta de água. O bairro Humaitá, em Porto Alegre, passou quase 24 horas, entre segunda e terça-feira, desabastecido devido ao rompimento de uma canalização na avenida AJ Renner.
Segundo o Dmae, o conserto demorou porque os técnicos precisaram de suporte da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) para realizar o trabalho. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) alterou o trânsito na região.
Os moradores do bairro atribuem a falta de água às obras da Arena. “Desde que começaram, há problemas na rede de abastecimento”, disse a dona de uma pet shop, Andreia Cristina da Rocha. Ela chega a perder cerca de R$ 200 por cada dia sem água. “Não podemos dar banho nos animais e acabamos perdendo também os clientes”, lamentou.
No entanto, o Dmae informou que os problemas não se devem à construção do estádio de futebol. A tubulação na região seria antiga e, por isso, rompe com mais facilidade. Já há um projeto de substituição da rede, que deve ser reposta de forma gradativa.