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Três corpos são retirados de escombros de prédios no Rio

Edifícios desabaram na noite dessa quinta, pelos menos 16 estão desaparecidos

Obras no interior de edifício do Rio eram ilegais
Obras no interior de edifício do Rio eram ilegais Foto : Vanderlei Almeida / AFP / CP
A Defesa Civil do Rio de Janeiro confirmou nesta quinta-feira a retirada dos três primeiros corpos dos escombros dos três prédios que desabaram na rua Treze de Maio na noite dessa quarta-feira. Por volta das 9h, o corpo de um homem de cerca de 40 anos foi retirado. Cerca de trinta minutos depois, uma mulher foi localizada. Alguns minutos depois, foi encontrado o terceiro corpo.

Ao menos dezesseis pessoas continuam desaparecidas, segundo os bombeiros. Cinco já foram resgatadas e encaminhadas ao hospital da região. Duas delas já receberam alta até esta manhã.

Além da Defesa Civil, cerca de 40 bombeiros trabalham no local. Eles contam com a ajuda de cinco retroescavadeiras e de cães farejadores da Polícia Militar para encontrar as pessoas que possam estar sob os escombros.

Conforme informações de moradores da região, vários catadores de papel costumavam ficar nessa rua à noite e podem estar entre os desaparecidos.

              
              Três corpos são retirados de escombros de prédios no Rio / Foto: Ari Versiani / AFP / CP 

Obras no interior de edifício do Rio eram ilegais


O presidente da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), Luiz Antonio Cosenza, declarou que estavam sendo realizadas obras no terceiro e no nono andar do edifício Liberdade, na Avenida Treze de Maio, de 19 andares, que desabou na noite desta quarta-feira junto a outros dois prédios.

Conforme o consultor do Crea-RJ, engenheiro civil Antônio Eulálio Pedrosa Araújo, as obras eram ilegais, pois não tinham autorização do conselho. Ele descartou a explosão de gás como causa do desabamento e apontou três possíveis motivos para a tragédia: "O primeiro e mais provável é que a obra tenha provocado uma alteração estrutural com a retirada, por exemplo, de uma viga. A segunda hipótese seria a corrosão ou infiltração da laje da cobertura. A terceira seria o excesso de peso do material de construção utilizado na obra", afirmou Araújo.

Com informações do repórter Fred D'Amato / Super Rádio Tupi do Rio de Janeiro


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