O Conselho Regional de Farmácia do Rio Grande do Sul (CRF-RS) promoveu três interdições éticas em uma semana, na Capital gaúcha. De acordo com o presidente da entidade, Juliano da Rocha, o fato de cerca de 40% das 4,9 mil farmácias e drogarias do Estado apresentarem algum tipo de irregularidade motivou a fiscalização. Segundo ele, além disso, em torno de 500 estabelecimentos não têm farmacêuticos em horário integral, como exige a lei. Rocha reclamou da falta de rigor nas fiscalizações da Vigilância Sanitária, órgão que tem poder para fechar as farmácias em definitivo.
Nesta quarta-feira, a equipe de fiscalização do CRF-RS interditou uma farmácia do bairro Rubem Berta. Entre outras irregularidades, o estabelecimento adulterava medicamentos (datas de fabricação e vencimento), vendia produtos controlados sem receita, não tinha armário para armazenar os remédios, nem autorização sanitária para esse tipo de comércio. Outra ilegalidade foi a ausência de notas fiscais referentes à compra de medicamentos controlados.
Na terça-feira, foi a vez de o Hospital Petrópolis ter a drogaria interditada. O estabelecimento, além de não possuir farmacêutico responsável no horário de expediente, não apresentou alvará sanitário e nem registro no Conselho. O local ainda comercializava medicamentos para o público externo.
Na semana passada, a drogaria do aeroporto Salgado Filho também sofreu interdição ética, já que, há mais de 90 dias, não apresentava farmacêutico responsável nem chave para trancar o armário de medicamentos controlados.
Três farmácias da Capital sofrem interdição ética em uma semana
Conselho de Farmácia estima que 40% dos estabelecimentos gaúchos apresentem alguma irregularidade