As fortes rajadas de vento que atingiram a zona Norte pouco antes das 12h deste domingo, precedidas de um anoitecer inesperado, provocaram a inclinação de três postes de madeira apodrecidos sobre residências do Loteamento Pampa, na rua Voluntários da Pátria, no bairro Humaitá, em Porto Alegre. Os fios energizados, embora suspensos, ficaram pendurados muito próximos aos telhados das moradias de números 6013, 6017 e 6041, deixando os moradores em pânico.
Um dos postes danificou a cobertura do sobrado da dona de casa Vera Padilha Tavares da Silva, 46 anos. Ela tinha acabado de retirar o Passat da garagem quando escutou um estouro seguido de um estrondo. “Quando vi o poste inclinando fiquei apavorada. Achei que os fios iam cair sobre o carro. Desembarquei e saí correndo”, relatou.
Embora sua casa não tenha sido afetada, o motorista Emílio Flores, 52 anos, ficou assustado, já que os fios quase encostaram em uma haste de ferro. “Se porventura tivessem encostado, certamente teria ocorrido um grande incêndio, atingindo as 24 moradias do loteamento”, disse.
A CEEE foi notificada às 12h30min. A equipe técnica terceirizada compareceu ao local às 13h e, por precaução, foi suspenso o fornecimento de energia de 36 clientes da região. O trabalho de remoção dos postes de da fiação deve ser concluído nesta tarde. “Os postes inclinaram porque estavam podres, tendo quebrado próximo da base”, comentou Flores. Ele afirmou que no momento da queda dos postes, a maioria dos moradores se encontrava na Praça do Sesi, na avenida Frederico Mentz, assistindo a um torneio de futebol de campo. “Por sorte, não houve feridos”, observou.
Morador da casa de número 6041, o aposentado Germano Souza Rodrigues, 67 anos, preparava o almoço quando escutou um forte ruído. “Achei que os meninos tinham atirado algum pedaço de madeira sobre o telhado. Quando saí para a rua percebi que o poste pendia direção da minha residência”, revelou. Rodrigues ficou assustado e, como percebeu faíscas nos fios energizados, tratou de desligar o disjuntor. “Fiquei com medo que ocorresse um curto-circuito seguido de um incêndio”, enfatizou. Ele afirmou que temia por uma tragédia, tendo em vista o apodrecimento dos postes. Rodrigues admitiu não ter acionado a CEEE para efetuar a troca dos equipamentos de sustentação da rede por acreditar que, com o término da duplicação da Voluntários da Pátria, os mesmos seriam substituídos por estruturas de concreto.
A autônoma Denise Medina, 42 anos, estava na Praça do Sesi no momento da queda dos postes. Ao ar livre e na companhia de familiares, ela ficou assustada quando o céu escureceu repentinamente e a ventania entrou em cena. “As árvores envergavam como se fosse sair voando. Parecia que iria ocorrer um ciclone”, comparou. Temendo ser atingida pelos galhos que caíam, decidiu voltar para casa e, ao chegar, avistou os postes inclinando. “Percebi que o vento era forte, mas não imaginava que teria força suficiente para quebrar três postes”, assinalou. Já na avenida Severo Dullius, as bases de ferro de sustentação da rede de iluminação do entorno do Aeroporto Internacional Salgado Filho balançavam de um lado para o outro, deixando os motoristas apreensivos com possibilidade de virem a cair.
Três postes de energia elétrica caem na Capital e uma casa é atingida
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