Os sinistros nas rodovias estaduais gaúchas aumentaram em cada um dos últimos cinco anos, com as principais causas relacionadas ao crescimento do número de veículos. Mesmo com incremento da fiscalização, a tendência conforme os órgãos de trânsito é que essas estatísticas cresçam ainda mais. De janeiro deste ano até 30 de junho, foram registrados 5.101 acidentes em rodovias estaduais. No mesmo período do ano passado, o total chegou a 4.757. A quantidade de vítimas fatais, no entanto, diminuiu. Entre janeiro e junho de 2013, 187 pessoas perderam as suas vidas nas estradas. No mesmo período de 2014, foram 178.
A duplicação da ERS 122 se estende até o pé da Serra, próximo a São Vendelino. “É a pior estrada que nós temos em termos de acidente”, aponta o subcomandante do Comando Rodoviário da Brigada Militar, Francisco de Paula Vargas Júnior. É na RS 122 que se localiza a chamada “curva da morte”, famosa pelo elevado número de fatalidades que ocasiona. No trecho de subida da Serra há bastante curvas. As condições climáticas, especialmente no inverno, aumentam ainda mais o risco de trafegabilidade devido à chuva e à formação de neblina. “Os caminhões geralmente têm problemas de frenagem ali. As condições da pista e a desatenção dos condutores complicam a situação”, explica.
Em segundo lugar da escala de rodovias com maior índice de acidentes está a ERS 239, que registrou 8,65% dos acidentes em estradas estaduais no último ano. A rodovia liga o município de Estância Velha ao distrito de Barra do Ouro, em Maquiné, em 115,01 quilômetros de extensão. O Comando atribui o elevado índice de acidentes na via ao intenso fluxo de veículos.